9ª Parte
O fluído morno enrubesceu-lhe os lábios, cedendo-lhe um prazer sublime que nem os deuses sem gosto poderiam saborear. Os seus dedos magros e pálidos deslizaram por entre os negros fios de cabelo da sua vítima, afagando-os amavelmente, enquanto se banqueteava naquele doce mel que aos poucos desgastava os seus sentidos numa letargia morna.
Ao finalizar o seu passeio pelos inúmeros trilhos que o gosto sanguíneo poderia tomar, ergueu o rosto para o céu, permitindo que a sua língua absorvesse os resíduos dos seus lábios agora escarlates e quentes. O luar iluminou a perfeição que lhe fora tão generosamente oferecida, as linhas eternas que formavam a sua fronte sem ruga alguma.
Voltou a sua atenção para o gracioso corpo da donzela, que morto repousava nos seus braços. Abençoado fosse o seu sacrifício, pensou, com alguma ironia, enquanto sorria ao observar a sua face arredondada, os olhos semi-abertos que já nada fitavam para além do vazio que formava o tudo num colapso que se comprimiu em demasia.
Curvou-se e depositou-lhe um pequeno beijo na frieza que era já o seu invólucro. A vida era agora sua, por meros e escassos instantes que fosse. E nesses meros e escassos instantes muito tinha a fazer, o pincel clamava mais alto no seu estúdio, chamando-o até si, irresistivelmente. Mas antes, tinha outro assunto a tratar.
*
Aproximou-se da margem do apressado rio Vltava. Ainda nos seus braços a adormecida donzela, esperava pela sua sepultura incerta. Pousou-a no chão relvado, aqui e acolá ponteado por flores adormecidas. Faltava um último e delicado pormenor.
Com suavidade, levou um dos pulsos da morta à boca. As suas aguçadas e belas presas afagaram a fina pele que lhe cobria os vasos sanguíneos, enquanto os lábios sentiam as rudes linhas que tracejavam a sua pele. A pele “dela” nunca seria assim.
Por fim, rasgou-a com um gesto rápido. O suicídio era tão vulgar entre nobres jovens descontentes com o seu futuro noivo, ou perdidas de amor por alguém que as rejeitava…
Ao finalizar o seu passeio pelos inúmeros trilhos que o gosto sanguíneo poderia tomar, ergueu o rosto para o céu, permitindo que a sua língua absorvesse os resíduos dos seus lábios agora escarlates e quentes. O luar iluminou a perfeição que lhe fora tão generosamente oferecida, as linhas eternas que formavam a sua fronte sem ruga alguma.
Voltou a sua atenção para o gracioso corpo da donzela, que morto repousava nos seus braços. Abençoado fosse o seu sacrifício, pensou, com alguma ironia, enquanto sorria ao observar a sua face arredondada, os olhos semi-abertos que já nada fitavam para além do vazio que formava o tudo num colapso que se comprimiu em demasia.
Curvou-se e depositou-lhe um pequeno beijo na frieza que era já o seu invólucro. A vida era agora sua, por meros e escassos instantes que fosse. E nesses meros e escassos instantes muito tinha a fazer, o pincel clamava mais alto no seu estúdio, chamando-o até si, irresistivelmente. Mas antes, tinha outro assunto a tratar.
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Aproximou-se da margem do apressado rio Vltava. Ainda nos seus braços a adormecida donzela, esperava pela sua sepultura incerta. Pousou-a no chão relvado, aqui e acolá ponteado por flores adormecidas. Faltava um último e delicado pormenor.
Com suavidade, levou um dos pulsos da morta à boca. As suas aguçadas e belas presas afagaram a fina pele que lhe cobria os vasos sanguíneos, enquanto os lábios sentiam as rudes linhas que tracejavam a sua pele. A pele “dela” nunca seria assim.
Por fim, rasgou-a com um gesto rápido. O suicídio era tão vulgar entre nobres jovens descontentes com o seu futuro noivo, ou perdidas de amor por alguém que as rejeitava…
4 comentários:
Primeiro a comentar!!! :^.^:
Acho impressionante a ideia! Vocês são deveras maléficas e uns diabinhos de primeira!!! hehehe Quem iria pensar em tal coisa? Suas malandras!!!
Retirar uma parte propositadamente!!! Isso nao se faz!! Os leitores gostam de saber os pormenores todos!! Queremos a parte 9!!!!
Queremos a parte 9! Queremos a parte 9! Queremos....
Bah!!! Foi um mero erro de visualização...
Está lá a parte 9, o que haveria de ser? =P
Oh, Leto, está tão bom! Tão... sanguinolento! Sangue! Muahahahah!
Très, très bien, excelentes imagens.
Ahhhh... bolas.. e eu a pensar que fazia parte de um plano maquiavelicamente complexo para nos levar à procura da 9ª porta... er... parte.
Bem, sendo assim, Kath, querida rainha do mal, manda vir a verdadeira 10ª parte :D
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